sexta-feira, 5 de abril de 2013




UM CANTO DE PAZ

Suavemente eu me recosto.
Num tosco banco de praça eu me encosto.
Fecho os olhos e ouço a água do chafariz.
O canto do bem-te-vi.
E passos.
Alguém se afasta.
O pé arrasta.
Eu aspiro fundo e o perfume das camélias vem me embriagar.
Que lugar!
De olhos fechados continuo a pensar.
Até meus pensamentos são leves.
Não quero o encanto desta tarde morna quebrar.
É um canto de paz.
Um lugar onde posso descansar.
Onde posso deixar minha alma sossegar.

sonia delsin 

sonia delsin 

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