quinta-feira, 4 de abril de 2013




ANJO CAÍDO

As asas totalmente destruídas.
As penas soltas ao vento.
Miseravelmente numa calçada o vejo.
Onde, em que canto do mundo foi parar?
Eu me pergunto.
Em que canto o anjo foi parar?
É um farrapo.
Dá uma vontade de chorar.
Pelo anjo que se foi...
Pela minha ilusão.
Pela desilusão.
Aí, está doendo meu coração.
Anjo caído.
Totalmente destruído.
E os sonhos todos voam junto com as penas...
Foram só sonhos soltos...
Fantasias.
Sonhos daqueles dias...
Se eu fechar os olhos não o vejo.
Mas eles permanecem abertos.
Querem guardar os destroços dos sonhos.
Querem imortalizar esta imagem... do anjo caído.

sonia delsin 

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