sexta-feira, 5 de abril de 2013




A POMBINHA MORTA

Eu fui molhar o canteiro e a vi ali no chão.
Morta. A minha ave no chão e morta.
No dia anterior eu ficara assistindo a mãe a alimentá-la.
E agora estava morta.
Pensei na dor da mãe em ver o ninho vazio.
Só havia um filhote e ele estava estirado, morto.
Deu uma dor no meu peito.
Uma vontade de que não fosse verdade.
Eu queria vê-la a voar como tantos outros filhotes nestes últimos anos que na minha árvore estiveram a criar.
Mas aquela pombinha já com o corpinho cheio de penugem não voaria jamais.
Fiquei triste demais e a fui enterrar.

sonia delsin 

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