A
POMBINHA MORTA
Eu
fui molhar o canteiro e a vi ali no chão.
Morta.
A minha ave no chão e morta.
No
dia anterior eu ficara assistindo a mãe a alimentá-la.
E
agora estava morta.
Pensei
na dor da mãe em ver o ninho vazio.
Só
havia um filhote e ele estava estirado, morto.
Deu
uma dor no meu peito.
Uma
vontade de que não fosse verdade.
Eu
queria vê-la a voar como tantos outros filhotes nestes últimos anos que na
minha árvore estiveram a criar.
Mas
aquela pombinha já com o corpinho cheio de penugem não voaria jamais.
Fiquei
triste demais e a fui enterrar.
sonia delsin

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