sexta-feira, 5 de abril de 2013



SANGUE

Embaixo do que era uma árvore eu choro.
E ela chora.
Lágrimas de sangue parecem correr.
Escorrer.
A seiva derramada.
Deus! Que desejam os homens com tanta derrubada?
Dói-me ver tanta árvore mal podada.
Nesta cidade eu vi os tocos de árvore tão tristes.
Parecem que clamam misericórdia aos céus.
Queria poder fazer brotar rapidamente os galhos pra ninhos abrigar.
Mas me parece que muitas delas vão é secar.
E que sangue estão a derrubar.


sonia delsin 

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