FRAGMENTOS
Deslizam
pelo teto lagartixas.
Estão
robustas.
Deslizam
meus olhos nas frestas, nas arestas.
Estou
descansando neste local.
Eu
vim de uma longa viagem.
Descanso.
Paro neste remanso.
A
casa velha me convida a ficar.
As
lagartixas correm pra outro lugar.
Fogem
desta tola que gosta de tudo admirar.
Estou
largada neste sofá.
Tão
cansada hoje.
Tão
cansada.
Sei
que livros me esperam a vinte passos.
E
a trinta existe um licor.
Tão
velho, Deus!
Deve
estar deteriorado.
O
que faço aqui?
As
vidraças, as portas... em tudo existe um cansaço.
É
o cansaço do passado.
São
tudo fragmentos que armazenei ao correr dos tempos...
Fui,
sou, serei... sendo...
Vou
sair daqui correndo.
Antes
que eu seja contaminada pelo imenso nada.
sonia delsin
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