ULTIMAMENTE
Nos
últimos tempos tenho dialogado com a lua.
É.
Nos
tornamos íntimas.
Ela
nada me fala.
Mas
pode me ouvir.
E
o faz.
E
com que paciência!
A
lua é demais.
Deitada
na rede eu fico a olhá-la.
Logo
estou lhe contando.
Do
meu amor falando.
Das
dores d’alma.
Dos
momentos duros.
Falo
de quando perco a calma.
E
ela lá quietinha.
Mas
parece me entender.
É,
acho que encontrei uma boa amiga.
Sabe
me ouvir e estou precisando tanto desabafar.
Diante
dela eu não costumo chorar.
Seu
brilho é tão bonito.
Que
consegue me encantar.
Eu
viro menina de novo e ponho a falar sem parar.
Mas
não falo em voz alta.
Converso
com o coração.
Ela
não me estende a mão.
Já
que não a tem.
Nem
me olha, porque é desprovida de olhos.
Mas
ela possui o brilho. A magia de clarear a escuridão.
É
um brilho emprestado do rei sol.
Mas
ela o tem.
O
conquistou.
A
lua este poema me inspirou.
E
tantos mais.
A
lua faz parte da noite.
E
a noite faz parte de mim.
Somos
íntimas.
Somos
sim.
Ultimamente
eu tenho passado horas embaixo da lua.
E
me sinto menos só.
Porque
a tenho.
Porque
é um presente que o Universo me cedeu.
Somos
tão amigas. A lua e eu.
sonia delsin

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