quinta-feira, 4 de abril de 2013


ULTIMAMENTE

Nos últimos tempos tenho dialogado com a lua.
É.
Nos tornamos íntimas.
Ela nada me fala.
Mas pode me ouvir.
E o faz.
E com que paciência!
A lua é demais.
Deitada na rede eu fico a olhá-la.
Logo estou lhe contando.
Do meu amor falando.
Das dores d’alma.
Dos momentos duros.
Falo de quando perco a calma.
E ela lá quietinha.
Mas parece me entender.
É, acho que encontrei uma boa amiga.
Sabe me ouvir e estou precisando tanto desabafar.
Diante dela eu não costumo chorar.
Seu brilho é tão bonito.
Que consegue me encantar.
Eu viro menina de novo e ponho a falar sem parar.
Mas não falo em voz alta.
Converso com o coração.
Ela não me estende a mão.
Já que não a tem.
Nem me olha, porque é desprovida de olhos.
Mas ela possui o brilho. A magia de clarear a escuridão.
É um brilho emprestado do rei sol.
Mas ela o tem.
O conquistou.
A lua este poema me inspirou.
E tantos mais.
A lua faz parte da noite.
E a noite faz parte de mim.
Somos íntimas.
Somos sim.
Ultimamente eu tenho passado horas embaixo da lua.
E me sinto menos só.
Porque a tenho.
Porque é um presente que o Universo me cedeu.
Somos tão amigas. A lua e eu.

sonia delsin 

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