quinta-feira, 28 de março de 2013




NAQUELE BANCO DE PRAÇA

A cidadezinha no alto da colina.
Casarões de um tempo morto que a tudo resistem.
A imponente igreja matriz.
Os sinos a badalar.
Transeuntes passando e admirando o poeta e a mulher mais jovem conversando.
Os dois de forma tão descontraída se falando.
Tio e sobrinha.
Almas tão parecidas.
Duas criaturas sensíveis de seus sonhos a falar.
A falar de poesia!
Ela pensava: Quer um papo melhor que este?
Uma hora ali sentados.
Uma conversa interessante, desestressante.
Ela pensava de novo enquanto admirava seus belos olhos azuis e o cabelo grisalho Esses lobos poetas quando se encontram! Dão o que falar.
O tio continuava seus poemas a declamar.
(Ele adora fazer isso) e dá ênfase a cada palavra.
A poetisa com seus botões? Ah! O poeta é tão especial!
Vem de outro planeta e tantas vezes tenta ser igual.

sonia delsin 

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