NAQUELE
BANCO DE PRAÇA
A
cidadezinha no alto da colina.
Casarões
de um tempo morto que a tudo resistem.
A
imponente igreja matriz.
Os
sinos a badalar.
Transeuntes
passando e admirando o poeta e a mulher mais jovem conversando.
Os
dois de forma tão descontraída se falando.
Tio
e sobrinha.
Almas
tão parecidas.
Duas
criaturas sensíveis de seus sonhos a falar.
A
falar de poesia!
Ela
pensava: ─ Quer
um papo melhor que este?
Uma
hora ali sentados.
Uma
conversa interessante, desestressante.
Ela
pensava de novo enquanto admirava seus belos olhos azuis e o cabelo grisalho ─ Esses lobos poetas
quando se encontram! Dão o que falar.
O
tio continuava seus poemas a declamar.
(Ele
adora fazer isso) e dá ênfase a cada palavra.
A
poetisa com seus botões? ─ Ah! O poeta é tão especial!
Vem
de outro planeta e tantas vezes tenta ser igual.
sonia delsin